Técnica & Instrumentos

POR MARCELO TAVARES
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Conheça o padrão general midi

Publicado em 15-01-2007

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Marcelo Tavares

O intercâmbio de arquivo midi entre diferentes estúdios e equipamentos de reprodução, tais como módulos de som, é facilitado pela adoção do sistema GM.

Ao trabalhar com a linguagem midi, entende-se que, a principio, os dados que são transmitidos entre equipamentos musicais não herdam nenhuma informação relacionada à definição de timbres, ou seja, existe sempre a dependência de um módulo ou aparelho similar que os traduza em algum tipo de som ou música.

Fica claro, então, que, para serem reproduzidos arquivos midi em diferentes locais, exatamente da mesma forma que em seu lugar de origem, em termos de características timbrais e efeitos, deve haver uma compatibilidade entre esses módulos de som, senão dizer que eles devem ser do mesmo fabricante e modelo.

O que ocorre é que, quando um arranjo musical baseado em midi é criado, normalmente são utilizados os equipamentos que se tem à disposição no estúdio para efetuarem a reprodução do programa, escolhendo, por exemplo, determinados timbres de bateria, baixo, piano etc. para cada um dos canais programados.

No entanto, se esse mesmo arranjo for levado para ser executado em algum outro local, que possua módulos de som diferentes, verifica-se que, muitas vezes, ele acaba soando de forma incoerente em relação aos timbres que, supostamente, deveriam ser reproduzidos. Isso ocorre porque cada estúdio e seu respectivo equipamento tem particularidades voltadas a atender as necessidades de seu proprietário. Com isso, dificilmente dois deles possuem exatamente a mesma configuração de equipamentos, incluindo seus módulos de som.

O resultado dessa incoerência é que se pode desenvolver um arranjo midi em um equipamento em que, por exemplo, no canal 1 há um piano e, no canal 2, bateria, e, quando esse arquivo é levado para ser reproduzido por algum outro aparelho, este reproduz um baixo no canal 1 e um piano no canal 2. A conseqüência é algo completamente atonal, visto que uma programação midi para bateria não segue padrões de escala musical, já que nela se lida com sons de percussão dispostos em uma determinada ordem que não necessariamente se encaixaria numa tonalidade, caso fossem substituídas por notas musicais.

Para sons de bateria, existe o padrão de mapeamento GM drum map, que uniformiza qual nota do teclado irá reproduzir certa peça da bateria. Por exemplo, a nota C1 (dó central) corresponde ao bumbo, D1 (ré) à caixa etc.

Fonte: Revista "Home Studio"

Até a próxima!
Marcelo Tavares é músico, arranjador e produtor

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