NotÍcias

Imprimir esta matéria Enviar para um amigo Ver todas as matérias

GloboNews relembra os 70 anos do disco de vinil

Publicado em 03-08-2018

Texto: Redação Efrata Music

Tags: política e cultura  

Para o músico e pesquisador Charles Gavin, a capa e a contracapa fazem parte do 'charme' do LP - Foto: Reprodução
Para o músico e pesquisador Charles Gavin, a capa e a contracapa fazem parte do 'charme' do LP - Foto: Reprodução

Ele já foi objeto de desejo, passou um período praticamente esquecido e hoje não só está na moda, como virou cult. O long-play (LP), também conhecido como disco de vinil, completa, em 2018, 70 anos. Parte dessa história foi contada no programa “Arquivo N”, da GloboNews, exibido na última quinta-feira (2).

“Quando a gente fala ‘vinil’, está se referindo ao formato, à mídia. Mas vinil é o apelido do PVC, matéria-prima com a qual a gente faz o LP”, esclarece o músico e pesquisador Charles Gavin, ex-baterista dos Titãs.

Criado pela americana Columbia Records, o LP veio para desbancar o disco de 78 rotações, que era feito de resina (material pouco resistente), podia armazenar apenas uma música de cada lado e tinha qualidade sonora limitada. O novo formato permitia 28 minutos de gravação em cada lado – “o suficiente para caber uma sinfonia e transformar a música em produto comercial de massa”, como destaca o programa –, além de prometer qualidade de som superior.

“Foi uma revolução. Ele [disco de vinil] era mais leve, maleável e resistente, e reproduzia várias músicas de cada lado”, ressalta Gavin.

De acordo com o músico, os engenheiros da Columbia que projetaram o disco de vinil tinham em mente o público consumir de música erudita. Tanto que o primeiro LP da História foi Concerto em mi menor de Mendelssohn, interpretado pelo violinista Nathan Milstein, com a Orquestra Filarmônica de Nova York.

Já no Brasil, a estreia aconteceu em 1951, com o disco Carnaval em long-play, que tinha a primeira faixa interpretada pelo comediante Oscarito.

“O Brasil demorou para se adaptar a esse formato, porque as pessoas simplesmente não tinham onde tocar. Demorou um ano para o mercado brasileiro entender isso e aceitar”, explica o pesquisador. O segundo LP só foi lançado no país em 1952, pelo grupo Os Cariocas, com o título Parada de sucessos.

Para Gavin, além do famoso chiado da agulhando passando pelos sulcos do disco, o “bolachão” tem como atrativo a própria embalagem.

“Se a capa era para vender rapidamente o produto, a contracapa tinha infinitas possibilidades e propósitos. Vários discos dos anos 1960 vinham com textos explicativos sobre a música que estava aqui dentro. Dá para estudar a história da música brasileira contada nas contracapas dos discos”, avalia.

O programa mostra momentos, artistas e discos importantes da história da música popular brasileira e internacional, desde os primeiros LPs de Roberto Carlos, Elis Regina e Tim Maia até Thriller, de Michael Jackson, o álbum mais vendido até hoje, com 65 milhões de cópias comercializadas. E termina lembrando que, mesmo com os formatos digitais disponíveis atualmente, o vinil, com sua espessura, suas capas grandes e seus ruídos, sempre encantou antigos fãs e prossegue conquistando novos adeptos.

Assista a um trecho do “Arquivo N” no site da GloboNews ou a íntegra no Globosat Play (exclusivo para assinantes do canal).

Comentários

Copyright Efrata Music Editora. Desenvolvido por Universo Produções.

Visite o canal da Efrata Music no YouTube e assista a vídeos exclusivos.