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Por que a obra de Tim Maia é tão escassa nos serviços de streaming?

Publicado em 21-03-2018

Texto: Redação Efrata Music

Tags: streaming  

A maioria dos quase 30 álbuns de estúdio de Tim Maia não está disponível de modo legal na internet - Foto: Divulgação
A maioria dos quase 30 álbuns de estúdio de Tim Maia não está disponível de modo legal na internet - Foto: Divulgação

No último dia 15, completaram-se 20 anos da morte de Tim Maia, um dos mestres da Música Popular Brasileira. Embora a obra do “Síndico” esteja viva em rádios, festas e, é claro, na memória de quem acompanhou sua carreira, as novas gerações ainda têm pouco contato com suas músicas. Isso porque, a despeito de sua vasta discografia, poucos são os álbuns de Tim Maia disponíveis em plataformas de streaming.

De acordo com levantamento do UOL, no Deezer o ouvinte não encontra nenhum disco do artista, enquanto no Spotify são apenas quatro, e mesmo assim nenhum deles na íntegra: Disco club (1978), Tim Maia (1985), Somos América (1987) e Nova era glacial (1995). Algumas coletâneas conseguiram furar esse bloqueio, trazendo sucessos como Me dê motivo e Não quero dinheiro, mas são gravações ao vivo, feitas nos últimos anos de vida do artista e sem o mesmo brilho das versões originais.

Apesar dessa escassez, é grande o interesse na internet pela obra do maior soulman brasileiro. Também de acordo com o UOL, o cantor soma 600 mil ouvintes mensais no Spotify. Já no YouTube, onde seus discos clássicos circulam ilegalmente, o álbum Tim Maia racional, considerado por muitos críticos o melhor da carreira do Síndico, tem quase 4 milhões de visualizações.

O que impede, então, a disponibilização dos álbuns em formato digital, de modo legal? Não se tem muitos detalhes, mas a questão envolve uma longa batalha judicial e centenas de processos milionários herdados por Carmelo Maia, filho de Tim. Muitos deles envolvem compositores e antigos parceiros do artista.

Há também processos movidos pela família e por gravadoras e editoras que administram a obra do Síndico contra o uso indevido de suas canções. O mais recente caso envolve o Corinthians, acusado de usar uma versão de Não quero dinheiro para fins comerciais sem a devida a autorização.

Procurados pelo UOL, o filho de Tim Maia e a gravadora Universal, que detém masters de discos lançados pelo cantor nos anos 1970, não se pronunciaram. Já o Spotify, por meio de nota, afirmou que “os acordos com artistas ou gravadoras podem estar em andamento, ou a propriedade de direitos pode mudar de mãos”.

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