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Marca de guitarras Gibson luta contra a falência

Publicado em 25-02-2018

Texto: Redação Efrata Music

Tags: mercado musical  

O guitarrista Slash, da banda Guns 'n' Roses, é o embaixador global da marca - Foto: Reprodução/Gibson
O guitarrista Slash, da banda Guns 'n' Roses, é o embaixador global da marca - Foto: Reprodução/Gibson

Dificuldades financeiras, somadas a problemas administrativos e ao desinteresse crescente pelo rock, podem fazer a tradicional marca de guitarras Gibson fechar as portas.

Reportagem do jornal britânico The Independent, reproduzida por O Globo, cita um relatório publicado recentemente no jornal americano Nashville Post segundo o qual, em seis meses, a Gibson Guitars (cuja sede fica na cidade de Nashville) terá de quitar uma dívida que pode ultrapassar US$ 500 milhões.

Além disso, a empresa perdeu seu diretor financeiro, Bill Lawrence, apenas seis meses depois de assumir o cargo.

Na semana passada, a Gibson divulgou um comunicado garantindo ter cumprido todas as obrigações e informando que buscava uma nova linha de crédito para substituir a atual dívida.

O presidente da companhia, Henry Juszkiewicz, afirmou que a Gibson está “agilizando seu foco e tentando se concentrar em segmentos de produtos que são lucrativos, enquanto se afasta daqueles que têm pouca perspectiva futura”.

O Independent lembra que outras fabricantes de guitarras vêm passando por momentos difíceis por causa da diminuição na procura dos instrumentos. A Fender, principal concorrente da Gibson, precisou desistir de vender suas ações no mercado de valores em 2012. Os investidores consideraram a empresa superestimada.

No Brasil o panorama é o mesmo. Dados da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima), publicados pela CBN, mostram queda de 78% na importação de guitarras comparando-se números de 2012 e 2017. É o pior desempenho entre todos os instrumentos, ao lado do contrabaixo.

O presidente da Anafima, Daniel Neves, atribui o quadro ao cenário atual da música, no qual o rock exercer pouca influência sobre os jovens.

“Existe uma questão de moda. O sertanejo foi um estilo musical que pegou. O número de violões sobe, não o de guitarras. Quando a gente tinha um movimento da indústria fonográfica para o forró, o número de acordeons aumentou incrivelmente”, explica.

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