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Spotify venderá cosméticos para reduzir prejuízo

Publicado em 13-12-2017

Texto: Redação Efrata Music

Tags: streaming  

A cantora americana Maggie Lindemann venderá utensílios de maquiagem no Spotify - Foto: Reprodução/Meio Bit
A cantora americana Maggie Lindemann venderá utensílios de maquiagem no Spotify - Foto: Reprodução/Meio Bit

O Spotify firmou um acordo com a Pat McGrath Labs, uma das maiores grifes de cosméticos do mundo, para vender maquiagens e produtos similares.

A iniciativa abre uma nova frente de negócios para a gigante sueca do streaming, que, desde a parceria com a varejista Merchbar, há pouco mais de um ano, já vendia mais do que músicas em sua plataforma. No entanto, até então, eram oferecidos aos usuários apenas itens relacionados diretamente aos artistas, como camisetas e discos.

De acordo com o site Meio Bit (via Forbes), o projeto com Pat McGrath, considerada a melhor maquiadora do planeta, está sendo encarado como um experimento. A primeira "cobaia" será a cantora americana Maggie Lindemann, que usará seu nome para vender itens como lápis de olhos, paletas com sombras e outros utensílios de maquiagem.

A iniciativa do Spotify é uma estratégia para, ao menos, amenizar prejuízos consecutivos. Segundo o jornal Valor Econômico, as perdas da empresa sueca mais que dobraram em dois anos, passando de 231,4 milhões de euros negativos em 2015 para 539,2 milhões de euros em 2016.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, a professora da Universidade de Toronto Catherine Moore, especialista na indústria musical e em streaming, aponta como um dos motivos para os maus resultados do Spotify justamente a dependência quase exclusiva da companhia em seu próprio conteúdo para sustentar os negócios.

"Outras empresas, como Amazon, Apple ou Google, fazem o dinheiro de muitas maneiras", compara.

Já Bob Lefsetz, crítico e analista do mercado musical, tem uma visão mais otimista. Certo de que o streaming já se consolidou, ele acredita que as empresas da área estejam no caminho certo para reverter os prejuízos.

"Elas estão investindo no futuro como típicos negócios do Vale do Silício [região dos Estados Unidos onde ficam bem-sucedidas empresas de tecnologia, como Google e Microsoft]", avalia.

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