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Morre em São Paulo, aos 84 anos, a jurista Ada Pellegrini Grinover

Publicado em 14-07-2017

Texto: Migalhas (14-07-2017), Jornal da USP (14-07-2017) e Redação Efrata Music

Tags: política e cultura  

A jurista Ada Pellegrini Grinover - Foto: Migalhas
A jurista Ada Pellegrini Grinover - Foto: Migalhas

Morreu nesta quinta-feira (13/07), aos 84 anos, a jurista ítalo-brasileira Ada Pellegrini Grinover. Respeitada processualista, ela contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento social e jurídico brasileiros. O velório acontece até sábado (15), no Cemitério São Paulo, na capital paulista. O corpo será cremado, também no sábado, no Cemitério e Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra (SP).

Ada Grinover nasceu em Nápoles, na Itália, em 1933, e se formou em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em 1958. Em 1970, tornou-se a primeira doutora formal da faculdade, de onde, três anos mais tarde, tornou-se professora livre-docente. Ainda na USP, era professora titular de Direito Processual Penal e orientadora de mestrado e de doutorado.

Também foi presidente do Instituto Brasileiro de Direito Processual e vice-presidente da International Association of Procedural Law e do Instituto Iberoamericano de Derecho Procesal.

Atuou como chefe da Consultoria Jurídica da Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo e como procuradora do estado. Publicou uma extensa lista de artigos, livros e capítulos de livros nacionais e estrangeiros na área do Direito.

Foi agraciada, na Itália, com o título de doutora honoris causa pela Universidade de Milão e com o prêmio da Fundação Redenti, da cidade de Bolonha, em 2007. Desde 2002, era membro da Academia Paulista de Letras, onde ocupava a cadeira nº 9.

Junto de outros grandes nomes, como Miguel Reale, Maria Helena Diniz e Goffredo da Silva Telles Júnior, participou da elaboração do Código Civil de 2002. Atuou também na reforma do Código de Processo Penal e do Código de Defesa do Consumidor, além de ser coautora da Lei de Interceptações Telefônicas, da Lei de Ação Civil Pública e da Lei do Mandado de Segurança.

A intensa vivência acadêmica não a impediu de atuar em prol de sua classe profissional, tendo sido vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo (OAB/SP), onde ainda foi diretora da Escola Superior da Advocacia (ESA).

O presidente da OAB/SP, Marcos da Costa, decretou luto oficial em homenagem à jurista. “Neste momento, dedico meus sentimentos aos familiares, amigos e alunos da nossa eterna e querida professora, que é uma referência para toda a advocacia nacional”, disse.

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