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Morre no Rio o sambista Almir Guineto, aos 70 anos

Publicado em 05-05-2017

Texto: Redação Efrata Music

Tags: política e cultura  

O sambista Almir Guineto, de 70 anos, morreu na manhã desta sexta (05/05), no Rio de Janeiro, em decorrência de problemas renais crônicos e diabetes. De acordo com o jornal O Globo, ele estava internado desde março no Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para tratamento de uma pneumonia.

Segundo a Folha de S. Paulo, o artista, nos últimos 15 meses, já havia cancelado alguns compromissos profissionais em virtude dos problemas de saúde. Ele deixa a mulher, Regina Caetano, e filhos.

Guineto é o terceiro músico brasileiro a falecer em apenas três semanas. Antes dele foram Belchior e Jerry Adriani. Todos tinham 70 anos.

Um dos principais representantes do chamado "samba de raiz" e considerado um dos maiores "partideiros" (criador de versos improvisados em rodas de partido-alto) do Brasil, o carioca Almir de Souza Serra ajudou a fundar o grupo Fundo de Quintal, no final da década de 1970, a partir das rodas de samba que frequentava no bloco carnavalesco Cacique de Ramos, na Zona Norte do Rio. Também participavam dos encontros outros "bambas" como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sombrinha e Beth Carvalho, que se tornariam colegas de Fundo de Quintal, parceiros nas composições ou intérpretes de suas obras.

Com o grupo, Guineto lançou seu primeiro disco, Samba é no fundo do quintal, em 1980. Nos anos seguintes, acumulou uma série de sucessos, seja como compositor ou intérprete. Entre suas obras mais famosas estão Coisinha do pai (parceria com Jorge Aragão e Luís Carlos, gravada por Beth Carvalho) e Lama nas ruas (com Zeca Pagodinho e gravada por ambos).

Já como cantor, o maior destaque é Mel na boca (David Corrêa). Mas Guineto também deu voz a vários outros clássicos do samba, como Caxambu (Élcio do Pagode, Jorge Neguinho, Zé Lobo e Bidubi), Conselho (Zé Roberto e Jamelão) e Insensato destino (Acyr Marques, Maurício Lins e Chiquinho).

Seu último trabalho foi Cartão de visita, lançado em 2012, após um hiato de 11 anos.

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