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Indústria fonográfica tem crescimento recorde em 2016

Publicado em 02-05-2017

Texto: Redação Efrata Music

Tags: mercado fonográfico  

Aplicativo de música Spotify em um iPhone da Apple Aplicativo de música Spotify em um iPhone da Apple

A indústria fonográfica registrou, em 2016, um crescimento de 5,9%, o maior desde 1997, quando esse tipo de aferição começou. A informação foi divulgada em Londres, em meados de abril, pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

De acordo com a agência Reuters, foi o segundo ano consecutivo de crescimento do setor musical, depois de perder aproximadamente 40% de sua receita nos últimos 15 anos. O resultado foi impulsionado por uma alta de 60% no faturamento com serviços de música pela internet, via streaming, com 112 milhões de usuários inscritos em serviços como o Spotify até o fim do ano passado.

Ao todo, a indústria faturou 15,7 bilhões de dólares em 2016. Metade da receita veio dos meios digitais (streaming e downloads), o que nunca havia acontecido.

"Como indústria, tivemos anos de investimento em inovação para fazer [o crescimento] acontecer, e começamos a enxergar a mudança (...) para a adaptação à era digital, para conduzirmos a era digital", disse o presidente executivo da IFPI, Frances Moore.

Apesar dos bons resultados dos serviços de música online, as vendas em formato físico seguem regredindo. A queda, em 2016, foi de 7,6%. Nos últimos 15 anos, a retração chega a 77%, como informa o site português Diário de Notícias.

Entretanto, os piores números vieram da arrecadação por meio de downloads, que despencou 20,5%.

América Latina lidera

De acordo com a agência Efe, na divisão por mercados, a América Latina foi, pelo sétimo ano seguido, a região onde mais cresceram os investimentos musicais, com 12%. Já a América do Norte registrou a alta mais significativa: 7,9% em 2016, contra 1,4% em 2015.

Os álbuns mais vendidos de 2016, tanto em formato físico quanto digital, foram Lemonade, de Beyoncé (2,5 milhões de cópias); 25, de Adele (2,4 milhões); e Views, de Drake (2,3 milhões).

Já as canções mais escutadas por meio de streaming foram One dance, de Drake (12,5 milhões de reproduções); Love yourself, de Justin Bieber; e Closer, da dupla The Chainsmokers (ambas com 11,7 milhões).

Outra realidade no Reino Unido

O relatório da INPI voltou a criticar, como fizera em sua edição de 2015, a distorção entre os ganhos que plataformas como o YouTube têm com música e a remuneração de artistas e gravadoras por seu trabalho.

A associação denunciou que enquanto o Spotify paga às gravadoras US$ 20 por usuário, o YouTube contribui com apenas US$ 1.

Poucos dias antes da divulgação do relatório da IFPI, a BPI, associação que reúne as gravadoras do Reino Unido, revelou que, em 2016 , os artistas ganharam mais com as vendas de vinil do que a partir de pagamentos do YouTube para visualizações de vídeos musicais.

Segundo a BPI, em matéria publicada no jornal britânico The Guardian, as vendas de vinil no Reino Unido, em 2016, cresceram pelo nono ano consecutivo, impulsionadas por Blackstar, último álbum de David Bowie, morto em janeiro do ano passado. Foram 3,2 milhões de unidades comercializadas, que renderam 41,7 milhões de libras para gravadoras e artistas.

Já o streaming de vídeos musicais, que é dominado pelo YouTube, canalizou apenas 25,5 milhões de libras para a indústria fonográfica.

"A holding do YouTube [Google] não pode realmente ter um lema 'Do the right thing' ['Faça a coisa certa'] e depois pagar um sétimo das taxas que outros serviços de streaming pagam", disse Allen Kovac, que gerenciou bandas como Bee Gees, Mötley Crüe e Blondie. "Além disso, o Google leva o público para o YouTube, que desvaloriza a música. Para eles é só ganho, mas para os artistas é uma perda colossal", acrescentou.

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